DF Registra Primeiro Caso de Febre Oropouche

Foto: Pixabay

O Distrito Federal registrou o primeiro caso de Febre Oropouche. A ocorrência foi confirmada pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) na tarde dessa quarta-feira (12).

De acordo com a pasta, no ano passado, Brasília teve três notificações da doença, mas todos os casos foram descartados.

A informação consta no mais recente boletim epidemiológico de arboviroses divulgado pela SES-DF. O documento detalha que o paciente infectado é morador do Distrito Federal, mas, após investigação do caso, a pasta verificou que a infecção ocorreu em outra unidade da Federação.

Oropouche é uma doença infecciosa aguda causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. A Febre Oropouche é transmitida principalmente por mosquitos. Depois de picarem uma pessoa ou animal infectado, os mosquitos mantêm o vírus em seu sangue por alguns dias. Quando esses mosquitos picam outra pessoa saudável, podem passar o vírus para ela.

Segundo o Ministério da Saúde, a doença tem dois ciclos de transmissão:

Ciclo Silvestre: Neste ciclo, os animais, como bichos-preguiça e macacos, são os portadores do vírus. Alguns tipos de mosquitos, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, também podem ser portadores do vírus. Mas o mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.

Ciclo Urbano: Aqui, os humanos são os principais portadores do vírus. O maruim também é o vetor principal. Além disso, o mosquito Culex quinquefasciatus (o famoso pernilongo ou muriçoca), comum em ambientes urbanos, também pode ocasionalmente transmitir o vírus.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, os sintomas da doença são parecidos com os da dengue e da chikungunya:

  • dor de cabeça,
  • dor muscular,
  • dor nas articulações,
  • náusea
  • e diarreia.
  • Doença não tem tratamento

O diagnóstico da Febre do Oropouche envolve uma avaliação clínica, epidemiológica e laboratorial. Além disso, todos os casos de infecção devem ser comunicados, pois a doença é de notificação obrigatória devido ao seu potencial epidêmico e capacidade de mutação, podendo representar uma ameaça à saúde pública.

Por isso, como clinicamente é difícil distinguir os seus sintomas com os da dengue, a vigilância epidemiológica (ações que promovem a detecção e prevenção de doenças) exerce um papel crucial no controle dos casos. O diagnóstico aumenta a suspeita clínica para outras doenças e permite uma análise laboratorial que pode revelar outras arboviroses, como a febre ou a dengue.

Embora a Febre do Oropouche possa causar complicações sérias, como meningite ou encefalite, que afetam o sistema nervoso central, esses casos são raros.

Apesar disso, ela não possui tratamento específico – assim como a dengue.

O Ministério da Saúde recomenda que os pacientes descansem, recebam tratamento para os sintomas e sejam acompanhados por médicos.

Como prevenir a doença?
Evitar áreas com muitos mosquitos, se possível.
Usar roupas que cubram o corpo e aplicar repelente nas áreas expostas da pele.
Manter a casa limpa, eliminando possíveis locais de reprodução de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.

 

*ADF

Da Redação

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